domingo, agosto 23, 2009

Abelhas

O verão alemão é sempre acompanhado da temporada de abelhas. É normal ver as vitrines das confeitarias cheias de abelhas e as atendentes metendo suas mãos entre as abelhas para pegar um doce ou pão para o cliente. Essa cena sempre me chocou, pois como tenho uma leve alergia à picada de abelha, sempre achei essa atividade bastante perigosa. No entanto, as abelhas não estão somente nas confeitarias, estão por todos os lados, basta sentares numa esplanada e pedir algo para beber que umas abelhinhas acompanham a tua bebida. Bem assim tens outra diversão que é ficar a observar e a proteger tua bebida das abelhas. Infelizmente elas não gostam só das bebidas, elas gostam da comida também, aí aquela tua idéia maravilhosa de sair para almoçar num lindo e agradável dia de sol, acaba por ficar estressante, especialmente para mim, pois fico ali paralisada com medo de tomar uma ferroada.

Então, ultimamente temos evitado a combinação sol + almoçar numa esplanada, apesar de gostarmos. Assim sendo, no último domingo fomos passear de bicicleta nas redondezas do Rio Sieg, e lá no meio do nada, sinto algo a me picar na barriga, minha primeira reação foi passar a mao sobre o local, mas ao mesmo tempo pensei, não, tenho que ver o que está a me picar, pois pela dor essa coisa deve ser gigante. Assim que levanto a minha blusa, lá está ela, uma abelha. Nesta altura o Marco já tinha parado também, e ao olharmos para a abelha presa na minha barriga, o Marco decidiu dar-lhe um peteleco. O Marco acertou a pontaria e lá foi um belo peteleco nas traseiras da abelha, esta por sua vez voou longe porém deixando seu ferrão na minha barriga.

O ferrão por sua vez ainda um pouco para fora foi retirado pelo Marco. Assim subimos nas bicicletas e decidimos voltar para casa, porém sentia calafrios e o inchaço no local da picada ia aumentando, fazendo mudar nosso plano, fomos direto para o centro da cidade procurar a farmácia de plantão, ao mostrar o local da picada ao farmacêutico ele logo nos vendeu uma pomada e umas gotas, mas foi logo dizendo que achava melhor que passássemos na emergência médica. Após deixar nossos últimos trocos na farmácia, decidimos ir a tal emergência, que fica bem no centro da cidade, fiz meu registro sem documentos, e logo fui atendida pelo médico de plantão. A primeira pergunta do médico foi onde estavam meus documentos e os 10 euros de taxa, pois sem eles seria muita burocracia. Para diminuir a burocracia, lá foi o Marco buscar dinheiro e meus documentos em casa, enquanto isso o médico me leva para uma salinha e começa a preparar um soro, pouco depois deitada na maca com soro vejo pela porta entreaberta o Marco na sala de espera. Aí ficamos os dois a ver as gotinhas a cair. Assim, o nosso passeio estipulado para uma horinha passou a algumas horas e aprendemos a lição de sempre sair com o cartão de identificação do sistema de saúde + mínimo de 10 euros + celular.

1 Comments:

At 22 fevereiro, 2012 15:53, Anonymous Sergio said...

Levei uma hoje na orelha vindo trabalhar aqui em São Paulo. Horrível. rs.

 

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